Simplicidade   (by André Rocha)

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Project Management 2.0 ou Social Project Management

A visão tradicional das boas práticas de gestão de projetos obedecem a uma dinâmica de comunicação hierarquizada e centralizadora.

Os ambientes corporativos estão reconhecendo as vantagens de proporcionar a colaboração e participação ativa em todos os níveis da organização. E as organizações que ainda não reconheceram os benefícios da comunicação aberta estão sofrendo os mesmos impactos, pela via das dinâmicas emergentes, onde equipes das bases de produção criam inúmeras iniciativas que contaminam a organização de baixo-para-cima.

A Gestão de Projetos 2.0, ou como prefiro chamar, Social Project Management reconhece os valores da Empresa 2.0, ou seja, valoriza a conversação, transparência, participação e direciona todos os processos e  atividades do projeto para a colaboração.

Diretrizes gerais:

  • Wikis ao invés de repositórios de arquivos
  • Blogs ao invés de emails
  • RSS para melhorar o conhecimento da equipe

Ainda mais alguns exemplos de uso efetivo das novas mídias:

  • Wiki para Lições Aprendidas

Normalmente são consolidados documentos ou relatórios que ficam disponíveis em diretórios ou sistemas repositórios. Isso dificulta tanto o processo de elaboração das Lições Aprendidas quanto a recuperação das informações valiosas aos futuros processos e projetos. Os erros e acertos são percebidos durante todo o ciclo do projeto, então não faz sentido concluir este registro somente ao final, um ambiente wiki facilita a organização das Lições Aprendidas de maneira viva e contínua, além de facilitar a discussão e ponto de vista de todos os envolvidos no projeto para determinada situação.

  • Wiki por projeto para elaborar e reunir toda a documentação gerada (planos, relatórios, atas, registros de riscos, questões técnicas do projeto, etc.)

Nos ambientes produtivos já não há mais espaço para o troca-troca de emails e circulação de documentos que ninguém conhece de fato a última versão. O ambiente wiki facilita a reunião das informações relevantes, assegura o versionamento e estimula a produção coletiva. Os mais resistentes podem até gerar documentos consolidados a partir do que foi discutido e produzido no wiki, mas chega de usar Word e anexos de email para criar e circular documentos preliminares e coletivos.

  • Wiki para facilitar o relacionamento com o cliente

O cliente também não gosta de ser bombardeado com documentos redundantes e confusos. Perde-se mais tempo determinando o significado e valor do documento do que a fase e resultados parciais do projeto. Além disso, atualmente diversas metodologias consideram o cliente como parte da equipe do projeto, tomando em conjunto as decisões do dia-a-dia. Estratégia que aumenta a satisfação com o resultado final, e elimina surpresas nas entregas.

  • Blog para dar visibilidade ao avanço do projeto

Relatórios de desempenho pode ser úteis em algumas situações, mas o dia-a-dia é muito mais dinâmico. A comunicação dos avanços das tarefas e etapas pode ter melhor alcance em ambientes abertos e participativos.

  • Blog para apresentar e discutir questões técnicas

Uma dificuldade individual, uma descoberta útil aos demais membros, e todas as situações do cotidiano podem ser melhor trabalhadas se a comunicação aberta for estimulada. Os membros da equipe devem ser estimulados a registrar e discutir todas suas dúvidas e idéias sobre o projeto.

Estes são apenas alguns dos aspectos e cenários onde a gestão de projetos colaborativa pode atuar, na verdade existe ainda muito espaço para novas iniciativas que estimulem a comunicação aberta e descentralizada nas equipes de projeto.

O digital liberou o conteúdo do suporte

As rupturas do mundo digital não nos dão descanso.

Impacto na indústria da música, entretenimento, notícia e demais formas de conteúdo. Transparência e interação nos governos, nas empresas, na sociedade.

De fato, a revolução informacional pela via digital não pode ser capaz de alterar nossa essência, apenas potencializa nossa capacidade de armazenamento, processamento e troca de informação, e amplia nossa capacidade de criação.

Abaixo segue um trecho da excelente palestra de Sergio Amadeu no seminário promovido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (CONTEE).

As tecnologias da inteligência saem do regime de repetição para o regime de invenção.

Toda língua do mundo - chinês, coreano, português, inglês - toda manifestação semiótica, seja icônica, simbólica ou lince pode ser transformada em zero e um. Ou seja, a meta-linguagem digital permite que você liberte o conteúdo completamente do suporte.

O digital liberou o som do vinil, o texto do papel, a imagem da película. A digitalização crescente dos bens simbólicos é o que está afetando toda a indústria da intermediação.

O problema é que as limitações do mundo físico basearam décadas de modelagem de negócio e cultura, e por isso, boa parte do nosso sistema econômico, cultural e legal se baseia nestas restrições.

Agora precisamos recriar praticamente todo nosso sistema de valores, inverter grande parte das pirâmedes de influência, e adaptar os negócios,  sistemas legais e educativos para viabilizar o mundo em uma era digital.

Olhar contemporâneo sobre as redes

A lista abaixo foi montada por Augusto de Franco, na introdução do livro Escola de Rede: novas visões, com o objetivo de reunir um material prévio para as discussões sobre as redes no cenário atual.

É um marco teórico importante, mesmo para aqueles que desejam contrapô-lo. Meus estudos sobre redes incorporam boa parte desta leitura, por isso resolvi publicar a lista.

1  |  MATURANA, Humberto (1985). Desde la Biología a la Psicología.
3. ed. Santiago de Chile: Editorial Universitária, 1996.

2  |  LIPNACK, Jéssica; STAMPS, Jeffrey (1982/1986). Networks:
redes de conexões. Aquariana: São Paulo, 1992.

3  |  GUÉHENNO, Jean-Marie (1993). O fim da democracia. 2. ed.
Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1999.

4  |  LÉVY,  Pierre  (1994).  A  inteligência  coletiva:  por  uma
antropologia do ciberespaço. São Paulo: Loyola, 1998.

5  |  CAPRA, Fritjof (1996). A teia da vida: uma nova compreensão
científca dos sistemas vivos. São Paulo: Cultrix, 1997.16

6  |  TAPSCOTT, Don (1996). The digital economy: promise and
peril in the Age of Networked Intelligence. New York: McGraw-
Hill, 1996.

7  |  CASTELLS,  Manuel  (1996).  A  sociedade  em  rede.  São
Paulo: Paz e Terra, 1999.

8  |  STANDAGE, Tom (1998). The victorian Internet. New York:
Berkeley Books, 1998.

9  |  CASTELLS, Manuel (1999). Para o Estado-rede: globalização
econômica  e  instituições  políticas na  era  da  informação.  In:
PEREIRA, L. C. Bresser; WILHEIM,  J.; SOLA, L. Sociedade e
Estado em transformação. Brasília: ENAP, 1991.

10  |  WATTS, Duncan  (1999). Small Worlds:  the dynamics of
networks between order and randomness. New Jersey: Princeton
University Press, 1999.

11  |  JACOBS,  Jane  (2000).  A  natureza  das  economias.  São
Paulo: Beca, 2001.

12  |  ARQUILLA,  John e RONSFELD, David  (2000). Swarming
and the future of confict. USA: Rand Corporation, Offce of the
Secretary of Defense, 2000.

13  |  ORAM,  Andy  (Org.)  (2001).  Peer-to-peer:  o  poder
transformador das redes ponto a ponto. São Paulo: Berkeley,
2001  (em  especial  o  artigo  de  HONG,  Theodore  (2001).
Desempenho).

14  |  CASTELLS, Manuel (2001). A galáxia da Internet: reflexões
sobre a  Internet, os negócios e a  sociedade. Rio de  Janeiro:
Jorge Zahar, 2003.

15  |  HIMANEN, Pekka (2001). The hacker ethic and the spirit of
the information age. New York: Random House, 2001.17

16  |  LEVY, Steven (2001). Crypto: how the code rebels beat the
government, saving privacy in the digital age. New York: Penguin
Books, 2001.

17  |  RAYMOND, Eric S.  (2001). The cathedral &  the bazaar:
musings on linux and open source by an accidental revolutionary.
New York: O’Reilly, 2001.

18  |  CAPRA, Fritjof  (2002). As conexões ocultas. São Paulo:
Cultrix/Amana-Key, 2002.

19  |  BARABÁSI, Albert-László (2002). Linked: how everything
is connected to everything else and what it means. New York:
Basic Books, 2002.

20  |  WATTS, Duncan; DODDS, Peter; MUHAMAD, Roby (2002).
Um estudo experimental de busca em  redes  sociais globais.
Science (2 December 2002; accepted 23 May 2003 |10.1126/
science.1081058). Ver a edição de FRANCO, Augusto (2003),
disponível – excertos – em Carta Capital Social 107 <www.
augustodefranco.com.br>.

21  |  RHEINGOLD, Howard (2002). Smart mobs: the next social
revolution. New York: Basic Books, 2002.  (Existe edição em
espanhol: Multitudes inteligentes. Madrid: Gedisa, 2004.)

22  |  BUCHANAN,  Mark  (2002).  Nexus:  Small  Worlds  and
groundbreaking science of networks. New York: WWNorton, 2002.

23  |  BARD, Alexander; SÖDERQVIST, Jan (2002). La netocracia:
el nuevo poder en  la  red y  la vida después del  capitalismo.
Espanha: Pearson Educación, 2005.

24  |  WATTS, Duncan  (2003).  Six Degrees:  the  science  of  a
connected age. New York: W. W. Norton & Company, 2003.

25  |  STROGATZ, Steven (2003). Sync: the emerging science of
spontaneous order. New York: Hyperion, 2003.18

26  |  MARTINHO,  Cássio  (2003).  Redes:  uma  introdução  às
dinâmicas da  conectividade e da auto-organização. Brasília:
WWF-Brasil, 2003.

27  |  CROSS, Rob; PARKER, Andrew (2004). The hidden power
of social networks: understanding how work really gets done in
organizations. Boston: Harvard Business School Press, 2004.

28  |  GARDNER, Susannah (2005). Buzz marketting with blogs
for dummies. New York: John Wiley, 2005.

29  |  TAPSCOTT, Don; WILLIAMS, Anthony (2006). Wikinomics:
como a colaboração em massa pode mudar o seu negócio. Rio
de Janeiro: Nova Fronteira, 2007.

30  |  NEWMAN, Mark; BARABÁSI, Albert-László; WATTS, Duncan
(Eds.) (2006). The structure and dynamics of networks. New
Jersey: Princeton University Press, 2006.

31  |  UGARTE, David  (2007).  El  poder  de  las  redes: manual
ilustrado  para  personas,  colectivos  y  empresas  abocados  al
ciberactivismo. Disponível em:<http://www.deugarte.com/gomi/
el_poder_de_las_redes.pdf>. Já existe tradução brasileira, editada
como livro (em papel) com apresentação de Augusto de Franco:
O poder das redes. Porto Alegre: CMDC/ediPUCRS, 2008.

32  |  UGARTE,  David;  QUINTANA,  Pere;  GÓMEZ,  Enrique;
FUENTES, Arnau (2008). De las naciones a las redes. Disponível
(copión de trabajo) em: <http://www.deugarte.com//gomi/de-
las-naciones-a-las-redes.pdf>

33  |  DUARTE, Fábio; QUANDT, Carlos; SOUZA, Queila (Orgs.)
(2008). O tempo das redes. São Paulo: Perspectiva, 2008.

34  |  FRANCO, Augusto  (2008). Escola de Redes: Tudo que é
sustentável tem o padrão de rede. Sustentabilidade empresarial
e responsabilidade corporativa no século 21. Curitiba: Escola-
de-Redes, 2008.

iGovSP mostra ao governo como fazer

Se tem uma turma do governo que está a frente quando o assunto é web e inteligência social, é o pessoal do iGovSP.

Muito além do blá blá blá, a produção é exemplar. Para cada idéia que defendem já há um produto.

igovsp1

A simplicidade das idéias e do material que estão produzindo desafia a procrastinação da administração pública, que pouco produz por sempre buscar o melhor, e ficar cada vez mais distante deste objetivo.

Eles se definem assim

Aqui, temos um ambiente onde os funcionários do Governo de São Paulo podem compartilhar experiências inovadoras, voltadas para a melhoria da gestão pública e aprimoramento dos serviços prestados à população.

Mas são com certeza bem mais do que isso. Estão mostrando para o governo (somente aquele que quer ver, é claro) o poder real que as novas tecnologias têm no aumento da produtividade, potencial de inovação, aprendizado coletivo e na transparência e participação.

Eles usam canais de vídeo no Vimeo, ambientes wiki no Zoho, redes colaborativas no Ning e tudo o que está disponível, para criar experiências, produzir conhecimento e inovar.

Este é um chamado para que os órgãos de governo abram os olhos e coloquem a mão na massa ao invés de pensar na morte do bezerra.

Notas e compartilhamento com o Google Reader

A Google anda melhorando o marketing de seus produtos, um vídeo recente mostra alguns recursos da poderosa ferramenta Google Reader.

Quem quiser compartilhar itens comigo use o link ou deixe um comentário para trocarmos contato.

http://www.google.com/reader/shared/07315086978949270672

O Ministério da Produtividade adverte: RSS deve ser utilizado moderadamente e com bastante foco para evitar a procrastinação.

Resenha do livro: Startup, de Jessica Livingnston

startupHá algumas semanas atrás li Startup, o livro de Jessica Livingston baseado em entrevistas com fundadores e personalidades importantes de grandes empresas nascidas no vale do silício.

A leitura é bem leve, e elaborada em esquema de perguntas e respostas. Algumas vezes deixou a impressão de falta de preparo na hora de entrevistar ou buscar detalhes nas histórias, mas isso também pode ser uma falha da edição na versão brasileira, que sofreu grandes cortes.

Tive a sensação de que a maior parte destes vencedores quer, a qualquer custo, passar a idéia de que não são gênios, super dotados e nem superiores a ninguém. O problema é que em muitos casos isso carrega uma postura ingênua muito forçada, e muito distante da realidade do dia-a-dia dos CEO em organizações de grande peso.

Mas o objetivo do livro é um pouco este, revelar que por trás de toda a fama dos principais executivos do mundo da tecnologia estão problemas comuns e pessoas comuns tentando resolvê-los.

O livro é obrigatório para empreendedores da área de tecnologia.

Algumas pontos que chamaram minha atenção foram:

Steve Wozniak, co-fundador da Apple Computer

Não há surpresa, é o gênio matemático por trás da Apple. De comum não tem nada, suas empreitadas de menino prodígio o levaram aonde chegou. Trocou infinitas horas de lazer por chips e linhas de código.

Apesar da genialidade em marketing e negócios de Steve Jobs, arrisco dizer que a Apple não seria o que é sem a genialidade técnica de Steve Wozniak.

Sabeer Bhatia, Hotmail

Este cenário é empolgante pois é a realidade de muitos de nós. Bhatia e Jack Smith tinham um problema: queriam produzir mais em seu ambiente de trabalho mas as limitações da empresa os impediam. O firewall bloqueava o acesso a seus emails pessoais e por isso eles criaram o Hotmail. Ao atingirem a marca de 7 milhões de assinantes do serviço, chamaram a atenção da Microsoft, que os comprou por 400 milhões de dólares.

Ou seja, crie um produto para resolver seu problema e descubra que outras pessoas também sofrem do mesmo mal.

Craig Newmark, criador da Craiglist

Provavelmente o ingênuo mais autêntico do mundo da tecnologia. Começou tudo com o envio de email para divulgar eventos para os amigos e conhecidos. Com o crescimento das pessoas interessadas em receber suas informações, em pouco tempo criou um site que se tornou no principal classificado existente na web.

O que chama atenção é seu “vício” no atendimento ao cliente. Sua função até hoje é dar atendimento aos anunciantes, com a máxima atenção. Ele gerencia um dos maiores serviços de vendas online como se fosse uma micro empresa.

Max Levchin, co-fundador do PayPal

O que esta história nos ensina é que não é preciso acertar de primeira. Max tentou uma série de projetos de criptografia antes de consolidar o PayPal e vendê-lo por 1,5 bilhão de dólares ao eBay.

O PayPal encarava as fraudes de maneira diferente, contava com as perdas, e com isso conseguiu se posicionar sempre um passo à frente de seus concorrentes.

Além de outras entrevistas muito interessantes, o livro dá vários insights e frases de efeito, vale a pena a leitura e marcação do que chamar a atenção.

Os foruns de discussão morreram?

Entre os diversos arranjos interativos existentes na web, os blogs e os foruns apresentam características bem distintas com relação ao modelo de governança.

Foruns são modelos baseados no controle maior da comunidade, em muitos casos beirando a anarquia, embora com desejável foco em produtividade.

A estrutura livre dos foruns facilita o surgimento de autoridades no modelo emergente, pois não há editores de conteúdo ou líderes apresentados em primeira mão.  Isso claramente torna-se também um obstáculo na criação de lideranças, pois alguém terá de dar o primeiro passo na produção de valor da comunidade.

Blogs surgem com esta liderança pré-definida. Existe claramente o papel do editor que publica conteúdo. A conversação é estimulada a partir da pauta organizada pelo editor. Com esta liderança assumida, fica mais fácil gerar conteúdo de qualidade e a partir daí consolidar uma comunidade interessada e participativa.

Mas isso não invalida os foruns, pelo contrário, em recente pesquisa de ambientes de colaboração voltados à democracia,  mais de 50% dos ambientes analisados estavam baseados em estruturas de foruns.

Imagine iniciativas como brainstorm, qual estrutura é mais favorável à livre indicação de idéias?

Se tiver dúvida, visite estes exemplos: Ideastorm, Australian Government Forum, Sustainability, Why Not?, My Starbuck Idea.

Eu tenho a percepção de que apesar de pertencer a uma geração anterior ao que se classifica como mídias sociais, os fóruns são também ambientes de colaboração e produção coletiva, e ainda têm muito a contribuir no campo da inteligência social.

Democracia e cidadania na web social

Enfim, minha dissertação no mestrado.

Democracia e Cidadania na Web Social: participação, colaboração e produção coletiva de conhecimento.

Resumo

As  dinâmicas  colaborativas  da  web  têm  provocado  diversas mudanças  no modo  de produção e organização social.

A Internet assume a posição de esfera pública interconectada, onde usuários e produtores de  informação passam a se auto-organizar, dividir papéis e atuar de  forma  coletiva  na  produção  de  conhecimento,  além  de  definir  e  controlar  suas  próprias regras e valores em ambientes específicos.

As mídias sociais ajudam a intensificar as relações entre  indivíduos,  e  a  sistematizar  a  produção  e  a  disseminação  de  conhecimento.

Neste contexto, os governos  são desafiados a modernizar  suas estruturas, promover a participação social  e  a  gestão  centrada  nos  cidadãos.

Este  trabalho propõe  uma  análise  crítica  deste cenário, apontando perspectivas, possibilidades e limitações da atuação do governo brasileiro nesta área.

Ferramentas para o auto-aprendizado

Uma das maiores verdades da web é a capacidade de provocar autonomia ao aprendiz.

Pode-se dizer que a educação está intimamente ligada ao desenvolvimento de critérios (próprios e individuais), acesso à informação e relacionamento (colaboração). A internet potencializa estes três aspectos por ser multicultural, abundante em recursos de informação e essencialmente social.

Separei uma relação de ferramentas bastante úteis a quem pretende levar adiante sua formação autônoma e informal.

1. Personal MBA

personal_mbaPor experiência própria como estudante e professor, e também por depoimentos de diversos colegas não é difícil concluir que as escolas de negócio são lentas ao absorver as dinâmicas de mercado. Os modelos mudam, novas teorias surgem, mas as escolas demoram a adaptar seu programa. É algo natural, a avaliação destes programas depende de certo grau de maturidade. O problema é que nós, alunos, não estamos levando o melhor material para casa. E nosso aprendizado é limitado ao que a escola é capaz de se apropriar.

O manifesto Personal MBA nasce com discurso semelhante, com o desejo de quebrar o monopólio das escolas de negócio. A receita é simples, se você tem motivação, tem TUDO. Lá você encontra listas de referências bibliográficas dinâmicas e comunidades para discutir idéias sobre o mundo dos negócios. Muitos livros já têm tradução para o português, faça a busca nas bibliotecas e livrarias.

2. Youtube (vídeos e mais vídeos)

youtube_logo1

Como o principal portal de vídeos da atualidade o Youtube não poderia estar de fora. Na verdade, o portal mantém uma seção exclusiva à área educacional, com canais de diversas universidades e instituições de ensino e pesquisa, como o MIT e Harvard. Tire proveito do Youtube Edu.

Ainda existem muitas outras fontes de vídeos educativos como o Academic Earth, da qual fazem parte as universidades Berkeley, Harvard, MIT, Princeton, Stanford e Yale. Há também o sempre excelente TED (com alguns vídeos em português). O Discovery Education não faz parte de um projeto aberto, mas disponibiliza alguns programas e conteúdo relevante.

Também é válido conhecer iniciativas como Teachers.tv e o Teacher Tube.

3. OpenCourseWare

Imagine ter acesso ao material de aula de milhares de cursos de formação das principais universidades do mundo. Como isto pode ser usado por países em desenvolvimento? Como pode apoiar os estudantes autônomos? Esta é a idéia por trás da iniciativa OpenCourseWare Consortium, o qual conta com boa representatividade do MIT. Por aqui, uma iniciativa muito boa mas parece completamente abandonada foi a tradução de parte do material feita pela Universia Brasil. Pense o quanto isto pode ser proveitoso para professores e estudantes de uma cidade pobre no interior do Piauí. Eles podem aprender sobre a Teoria dos Jogos da mesma maneira de um aluno da escola de economia do MIT. A FGV também contribuiu e disponibiliza alguns cursos gratuitos. Na minha opinião errou no formato, pois deixou o conteúdo estruturado e de difícil acesso. Sem contar que o conteúdo é bastante limitado de programas de 15 horas, nada semelhante com a proposta original do OpenCourseWare de disponibilizar material das disciplinas originais.

Iniciativa semelhante e bem estruturada é o OpenLearn.

Já a Wikimedia Foundation tem proposta diferente com a Wikiversity.

Para completar, esta lista reúne cursos gratuitos online que pertencem a outras iniciativas semelhantes.

4. Slidehare

O portal de apresentações no estilo Youtube é muito rico, e uma fonte aparentemente inesgotável de conteúdo sobre as mais diversas disciplinas. Muitos professores, palestrantes e profissionais especializados disponibilizam a íntegra de suas aulas e palestras tornando possível o acesso a todo tipo de conteúdo sistematizado em apresentações. Pelo poder de síntese das apresentações, considero esta uma fonte muito válida de aprendizado.

É claro que existem algumas outras milhares de fontes para o auto-aprendizado, se conhece alguma outra que considere relevante, escreva em seu comentário.

Estratégia Susan Boyle

Jim Collins, em Empresas Feitas para Vencer, é a referência que melhor esclarece o que aconteceu com a melhor cantora de todos os tempos da última semana:

Usando suas idéias, explico:

Prometa 150%, espere 100% e receba 70%.

Combine 70%, espere 70% e concorra a chance de receber 100% ou mais.

Susan Boyle foi ainda mais ousada:

Prometeu 10%, não sei quanto esperou, mas levou 300%.

Shrek já havia apostado nesta estratégia e também se deu bem.

fiona

A Beyonce não se sairia tão bem.